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Atualização, integração e gestão: os desafios em SST para 2019

O campo de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) cresce tanto que novos desafios vêm surgindo para os profissionais dessa área a cada dia. Neste texto, vamos condensar os principais; e é importantíssimo que você esteja atento, já que a saúde de um ambiente de trabalho e as vidas que ali labutam estão sob sua responsabilidade.

O primeiro desafio é a constante atualização profissional. Como citamos logo no início do texto, o campo de SST cresce exponencialmente e em diversas direções: novas metodologias de planejamento e operação, novas tecnologias e legislação em aprimoramento.

Enfim, tudo que permeia as obrigações do profissional de segurança e saúde no trabalho vem evoluindo, se transformando, ao ponto em que se você fecha os olhos para essas atualizações, fica para trás – e assume o risco de descumprir questões legais ou não garantir as melhores condições possíveis para o ambiente pelo qual é responsável.

É claro que nada substitui a vivência, a prática, mas cada vez mais a SST se torna uma área com regras a serem seguidas e menos “empírica”. Portanto, o domínio da legislação e das normas que regem todo esse sistema acaba por ser um diferencial, especialmente em um momento em que as equipes crescem e as relações de trabalho, de um modo geral, vem também se transformando.

Gestão de pessoas e liderança

Quem zela pela segurança e saúde em um ambiente, obviamente, está cuidando de pessoas. O local precisa oferecer condições adequadas, assim como os equipamentos, as ferramentas, bem como a operacionalização de tudo o que acontece naquele ambiente deve ser organizada, respeitando jornadas de trabalho, etc.

Porém, a tudo o que envolve pessoas, adiciona-se uma variável. Pessoas podem descumprir regras, deixar de usar equipamentos de proteção, manusear ferramentas de maneira inadequada… E aí todo o planejamento e organização ficam comprometidos, certo?!

Mas, o profissional de SST não pode lavar as mãos com relação a essa variável. Cada vez mais você precisa estar envolvido com as pessoas, liderar pela boa comunicação, pela influência positiva e pelo bom exemplo. Incutir nos trabalhadores a mentalidade de um ambiente seguro e saudável. Compartilhar com todos essas responsabilidades é um grande desafio que está cada vez mais presente no dia a dia do profissional de SST.

Integração

Você concorda que as organizações, hoje, são corpos cada vez mais complexos e integrados? Quanto maior a empresa, isso aumenta exponencialmente. O trabalho desenvolvido em um setor pode influenciar todo o restante, assim como uma falha tem o poder de desencadear uma reação que atinja a todos.

Quando falamos em integração do profissional – ou do setor – de SST com os demais, não estamos falando simplesmente da aplicação das normas de segurança e saúde no trabalho em todos os setores da organização, o que é uma responsabilidade básica. Falamos, sim, de como o trabalho de diferentes setores pode, de forma integrada, facilitar a vida de todos.

Contabilidade, recursos humanos, tecnologia da informação, gerência, todos esses setores têm como contribuir entre si e com a SST para desenvolver instrumentos e metodologias que irão alcançar melhores resultados para a organização como um todo. Para os objetivos do profissional de segurança e saúde no trabalho, essa integração é essencial e deve ser encarada como um desafio.

A integração pode ocorrer por meio de parcerias também, especialmente quando transportamos os conceitos acima para empresas pequenas e médias, que em grande parte terceirizam os serviços que utilizamos como exemplos – contabilidade, RH, etc.

Assim, você, profissional de SST, deve estar preparado para buscar harmonia com outros prestadores de serviços que seu cliente já possua e, também, como um diferencial, desenvolver uma carteira de parceiros para ampliar seu alcance.

Falamos que a integração de setores é um desafio, mas na verdade ela é uma obrigação. Isso por causa de uma ferramenta que você já conhece e que, nos próximos 12 meses, irá influenciar bastante o campo de SST.

eSocial

É óbvio que essa ferramenta é o eSocial. Em desenvolvimento e implementação desde 2016, chegamos a um ponto em que todas as organizações privadas – distribuídas entre os grupos 1, 2 e 3 do faseamento programado do eSocial – passam a ter obrigações com a ferramenta, e os próximos passos envolvem, para todas, a integração dos dados de segurança e saúde do trabalhador a esse sistema.

As empresas do Grupo 1 – aquelas que, em 2016, obtiveram faturamento acima de 78 milhões de reais – incorporam essa obrigação primeiro, já em julho de 2019, englobando os seguintes eventos:

  • S-1060: Tabela de Ambientes de Trabalho
  • S-2210: Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)
  • S-2220: Monitoramento de Saúde do Trabalhador
  • S-2221: Exame Toxicológico do Motorista Profissional
  • S-2245: Treinamentos e Capacitações

Na sequência, os empregadores que integram os grupos 2 e 3 também terão as mesmas obrigações, respectivamente a partir de janeiro e julho de 2020; e depois ainda o grupo 4 (órgãos públicos), a princípio em janeiro de 2021.

O eSocial não é uma opção, e as organizações que vem aderindo à ferramenta sabem o quanto é importante que seus diferentes setores falem a mesma língua para que tudo esteja dentro da legalidade – assim será, também, com os dados de segurança e saúde do trabalhador.

Por isso, o profissional de SST precisa ter conhecimento do eSocial e estar consciente de que terá pela frente esse desafio e a obrigação de “conversar” mais, tecnicamente falando, com profissionais de outras áreas. Por isso dissemos: integração passará a ser, sim, uma obrigação.

SST cada vez mais relevante

Você percebe o quanto esses desafios que estão vindo ao encontro do profissional de segurança e saúde no trabalho tornam sua função ainda mais relevante dentro de uma organização?

Sua grande responsabilidade com o ambiente de trabalho e com o bem-estar dos demais trabalhadores fica ainda mais evidente, por isso é importante encarar esses desafios de frente e buscar o aprimoramento profissional e o crescimento pessoal.

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