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O que é mapa de risco e para que serve?

O que é mapa de risco e para que serve?

Quando falamos em Saúde e Segurança no Trabalho, há um princípio que sempre buscamos frisar como primordial para a garantia do bem-estar dos trabalhadores e do bom andamento dos processos produtivos: a prevenção. E é justamente por isso que é importante entender o que é mapa de risco.

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Ao analisar tudo aquilo que permeia a saúde e a segurança laboral, encontramos responsabilidades em todos os níveis de uma empresa. Desde o nível operacional aos mais altos escalões de comando. Nesse caso, a prevenção é uma responsabilidade compartilhada por todos os níveis. Isso porque cada pessoa dentro da organização precisa ter conhecimento dos riscos existentes no ambiente de trabalho, nos processos que desempenha, e agir com juízo.

Um ponto chave para que todos no ambiente organizacional tenham conhecimento dos riscos que os cercam, é o mapa de risco. Essa é a ferramenta que a Norma Reguladora nº 5 (NR-5) determina ser obrigatória para qualquer ambiente laboral que ofereça riscos aos trabalhadores e visitantes.

Vamos falar mais um pouco sobre isso?

Então, o que é Mapa de Risco?

Mesmo quem não trabalha em um local que possua riscos já pode ter se deparado com um mapa de risco em alguma visita a uma empresa. Pois além de sua elaboração, sua fixação em local visível aos trabalhadores e visitantes também é obrigatória.

O nome da ferramenta é bem claro: seu objetivo é identificar e apontar onde estão os riscos da empresa de forma compreensível por todos. Ele pode representar a área total da empresa ou ser elaborado e exposto de forma setorizada, a critério da gestão.

Para que os mapas de risco possam ser compreendidos por todos, sua linguagem é padronizada tanto no que diz respeito aos níveis, quanto aos tipos de risco laboral.

Quais são os níveis de risco?

O que é Mapa de Risco - exemplo do Habibi's
Fonte: Patrícia Rodrigues

Como você pode ver na imagem acima, os níveis são representados no mapa de risco por círculos. E abaixo separamos o significado de cada um:

  • Círculo pequeno: risco essencialmente pequeno ou médio, desde que já controlado.
  • Círculo médio: risco relevante que pode ser controlado.
  • Círculo grande: alto risco que representa ameaça de morte, mutilação ou gerar doenças. Que não pode ser neutralizado ou sequer possui mecanismos de controle ou redução.

Já os tipos, conforme a classificação de riscos já convencionada, são representados por cores no mapa de risco. Para entender o que cada cor significa, observe abaixo:

  • Verde (riscos físicos): ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não-ionizantes, frio, calor, umidade e pressões anormais.
  • Vermelho (riscos químicos): poeiras, fumos, neblinas, gases, vapores, substâncias químicas em geral.
  • Marrom (riscos biológicos): vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilos.
  • Amarelo (riscos ergonômicos): esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, trabalho que requer postura inadequada, controle rígido de produtividade, ritmos excessivos, trabalhos em turno diurno e noturno, jornada prolongada de trabalho, monotonia e repetitividade e situações que causem estresse físico ou psíquico.
  • Azul (riscos de acidentes): arranjo físico inadequado, máquinas ou equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, risco de incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos e outros elementos que possam representar riscos de acidentes.

Observe que há exemplos de riscos que são muito característicos de ambientes ou atividades específicas. E que alguns deles são permanentes em determinados ramos, enquanto outros podem ser mitigados.

Justamente por isso, o mapa de risco não possui um prazo de validade determinado. Porém, deve ser constantemente atualizado de acordo com mudanças ocorridas nos processos e no próprio ambiente que possam gerar novos riscos, reduzir ou neutralizar aqueles previamente existentes.

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Quem pode elaborar o documento de risco?

Pois é, não é todo mundo que pode elaborar um Mapa de Risco. De acordo com a NR-5, esse documento deve ser elaborado pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e orientado pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

As organizações que não possuem uma CIPA podem contratar o serviço terceirizado de uma empresa capacitada em segurança do trabalho para elaborar o mapa de risco.

O que não pode é ficar sem o mapa de risco, considerando que a NR-1, que trata de disposições gerais das Normas Regulamentadoras, é bem clara ao determinar que o descumprimento de qualquer NR acarretará multa. Ou seja, além de reduzir os meios de prevenção de riscos, não contar com o esse documento importante vai afetar também o bolso do gestor.

Elaborando o Mapa de Risco

No começo desse texto, enfatizamos que o conhecimento é primordial para a prevenção de riscos no trabalho. Conhecer o funcionamento dos equipamentos, as substâncias com que se tem contato, os locais de exposição, é indispensável. Já que sem isso não há como se prevenir. Afinal, você não pode tomar cuidado com aquilo que não sabe que existe ou como funciona.

Por isso, a elaboração de um mapa de risco é um processo qualitativo e participativo. Qualitativo porque irá exigir dos profissionais que o elaboram – sejam da CIPA ou terceirizados – um aprofundamento em cada detalhe dos processos da empresa. E participativo porque deve envolver os trabalhadores que vivem o dia a dia da empresa, executam as atividades laborais e conhecem na pele os riscos com os quais lidam no cotidiano.

Com o mapa já elaborado e disponibilizado a todos em local público, saber fazer sua leitura é essencial. Conhecendo onde estão e quais são os riscos naquele ambiente, o trabalhador e eventuais visitantes saberão da necessidade do uso de equipamentos de proteção individual e coletivos.

Também saberão onde podem transitar, locais que devem evitar, máquinas ou substâncias com as quais não devem manter contato. Enfim, terão as informações para manterem-se seguros no ambiente.

Destacamos que cada um é responsável por si e por aqueles que estão em seu entorno, e para isso o conhecimento é chave. Mas a gestão da empresa é responsável por fornecer esse conhecimento, as condições, os equipamentos, as ferramentas e os meios para que todos estejam seguros. Portanto, não negligencie a segurança e a saúde de seus colaboradores e dê valor ao mapa de risco.

Seus colaboradores estão capacitados para evitar e lidar com os perigos?

Agora que você já entende o que é o mapa de risco e como ele ajuda as organizações a prevenir doenças e acidentes de trabalho, preciso te perguntar: seus colaboradores estão capacitados para lidar com esses perigos?

Além de estarem conscientes de quais são os riscos e onde eles se encontram, a NR 1 também exige que eles estejam devidamente capacitados em suas áreas de atuação. De forma que saibam como agir e evitar situações perigosas em seu dia a dia.

E a melhor forma de garantir que eles saberão exatamente o que fazer quando – e se – experienciarem uma situação de risco, é garantindo que estejam capacitados nos treinamentos obrigatórios.

Com o Portal Escudo, você tem acesso a mais de 55 cursos de prateleira em saúde e segurança do trabalho e QSMS-RS. Além de flexibilidade para treinar seus colaboradores de forma remota, onde quer que eles estejam. E tudo isso de acordo com a lei! Gostou da ideia? Então clique no banner abaixo e solicite o contato do nosso especialista!

Agora que você já sabe o que é mapa de risco, fale com nossos especialistas para capacitar seus colaboradores!

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